O que é a verdadeira vida?
Muitas vezes nossos pensamentos, sentimentos e a realidade caminham em descompasso. Somos levados por emoções confusas, ideias desconectadas do concreto e realidades que parecem nos esmagar.
Essa desarmonia pode levar ao pensar ou sentir sem fundamento na realidade e acabarmos caindo no perigo da ilusão. Como também buscar um materialismo profundamente incoerente com as ideias, sentimentos e anseios, nos leva a mergulhar no desespero existencial.
Na desarmonia há dois extremos: fantasia e desespero.
A alma deve ser elevada ao verdadeiro, ao bem e ao belo. Não basta pensar no mundo ideal como um refúgio. É necessário ordenar os sentimentos e ideias para a verdade e moldar a vida com base nisso. Quando isso acontece, a alma encontra sua essência. Quando não, ela se parte. E essa alma se degenera ou em covardia, ou em orgulho, e finalmente se encerrando em desespero.
A vida só ganha sentido quando o pensar, o sentir e o viver, se alinham. E onde há sentido, há liberdade. Não a liberdade ilusória de ter tudo o que se quer, mas a liberdade interior de viver com atitude e entusiasmo, realizando o que se deve.
Quando a alma se deixa moldar pela verdade, busca ordenar os afetos e percebe a realidade como caminho, e não como prisão, viver se torna desejável; Amar se torna possível; Esperar, mesmo em meio ao sofrimento, se torna honra.
Sem essa reconciliação, restam apenas dois caminhos: o da fantasia que nega a realidade, e o do desespero que nega o sentido.
Com a reconciliação nasce a verdadeira vida.


